quinta-feira, 9 de junho de 2011

PAUSA PARA UM DESABAFO ANÔNIMO !

Queridos amigos, familiares e curiosos do nosso Blog,


Vimos a necessidade de postar estes dois comentários de pessoas, para que sirvam de motivação a todos nós para continuarmos trazendo a verdade a nossos familiares e membros que ainda permanecem presos dentro da Comunidade VV.
Sabemos que muitos deles ainda estão com medo de acessar o blog,e outros através das constantes mentiras,ainda acreditam que tudo que estamos fazendo, é contra Deus e contra eles.
NÃO  VAMOS PARAR !
CONHECEREIS A VERDADE, E ELA VOS  LIBERTARÁ !


(Comentário 1 )
Gente, que loucura tudo isso! Parece um filme de terror! A cada depoimento as coisas se encaixam mais em minha cabeça, apesar de me deixar “perplexo”, como diria o JDM. Quem conheceu o caráter e a fidelidade da Elineuza dentro daquela comunidade pode entender o que ela está dizendo. Parabéns ao pessoal do blog. Só Deus sabe o quanto é importante sabermos a verdadeira história de pessoas que marcaram nossas vidas por tantos anos naquela comunidade: Elineuza e Milton, Rogério e Alexandra, Eduardo e Érica, Marco Antônio e Lilian, Joãozinho e Tânia, Ricardo e Ana Paula e que foram tão injustiçadas quando saíram de lá. Parece mesmo um filme! Gente, nunca vi tanta cegueira em minha vida! Eu tenho certeza que Deus está olhando tudo o que está acontecendo e no tempo dele a justiça e a verdade serão estabelecidas! Vocês da liderança que permanecem na comunidade, eu sei que estão acompanhando esse blog. Então, pelo amor de Deus, façam como a Elineuza declarou: busquem a Deus no meio das dúvidas que vocês tem. Pela fé eu creio que até a JW da América pode ter os olhos abertos se arrepender de tudo isso, pois Deus é misericordioso para com todos os que se humilham e o buscam. Creio que ainda há tempo para todos voltarem à lucidez e serem bênçãos para muitas vidas, antes que o juízo de Deus venha sobre vocês. Gente da liderança que acompanha esse blog abram os olhos e vejam os frutos nesse ministério. São anos fechados em si mesmos. São anos tentando destruir a vida das pessoas que saem daí. Onde está Deus em tudo isso? Eu creio que Deus os ama e quer sarar vocês. Oro por vocês todos os dias. E vou continuar orando com fé, esperança e amor, porque no final de ICO13: 12 está escrito: Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor. assinado Ex-membro perplexo.
Por EX MEMBRO PERPLEXO em Elineusa - Por que ela saiu da Comunidade? em 08/06/11


( Comentário 2 )
Por favor, equipe do blog, coloque esse pequeno texto abaixo da fala dos membros na página inicial: Sou em ex-membro e gostaria de pedir aos membros que mandaram seu recado que digam quais são as mentiras? Digam pelo menos uma. Ainda nem foi contado nem dez por cento dos absurdos que acontecem lá. Isso não é uma “guerra de nervos”. Estamos tratando de destruição de famílias e da vida eterna do mundo perdido que sabe do mau testemunho que acontece no VV. Onde está o amor de João 3:16?

Por Anônimo em Entendendo a motivação em 08/06/11

(Comentário 3)

Pesquisador disse:
MP, voce disse a coisa mais certa até agora, quando falou sobre não ser preciso de um blog para expressar o amor ou ódio. Voce acertou na mosca, é claro que entre as pessoas normais os sentimentos de amor e ódio, são demonstrados pessoalmente, no calor do aconchego familiar.Infelizmente é o que eles aí dentro estão privando aqueles que saíram. Eles manipularam tanto, jovens e adultos, que conseguiram acabar com o sentimento de afeto de familiares. Talvez alguns netos, filhos e pais, nunca poderão falar um para o outro " eu te amo", " vamos passear juntos", "vamos para um restaurante almoçar juntos", etc. E depois você tem coragem em falar sobre espalhar essas coisas na cidade de São Joaquim de Bicas. Que pensamento ilógico. O que voce está esperando que a cidade pense disto. A cidade de São Joaquim de Bicas é uma cidade tradicional, que preza pelas famílias, é uma cidade praticamente católica. Os católicos não aceitam essa aberração, os pastores da cidade não aceitam essa aberração, aliás comunidade foi excluída do conselho de pastores da cidade por esse motivo, ninguém em sã consciênci aceita esta aberração. É claro que não é necessário expressar o amor de pais aos filhos através de faixas. E você sabia, é claro que sabe, que alguns filhos dentro da comunidade fizeram boletim de ocorrência contra os pais simplesmente porque fizeram faixas dizendo que os amam e nunca desistirão deles? Você sabia, é claro que sabe, que esses filhos disseram no BO que não sabiam a procedência da frase nas faixas? É demais para minha consciência cristã. Oh MP, nos faça um favor aqui neste blog, procure outros líderes de " peso" no meio das igrejas evangélicas, procure padres, procure pessoas que não professem nenhuma religião, procure animais ( se eles pudessem te responder) e pergunte a eles: Vocês acreditam ser necessário impedir o relacionamento entre familiares simplesmente por terem mudado de congregação? Já estava me esquecendo, assista amanhã na Band as 8:45, o programa do Pr. Jorge linhares, presidente nacional do conselho de ministros evangélicos do Brasil, mas tome cuidado para ninguém da comunidade ficar sabendo, senão vai receber disciplina, a menos que voce seja alguém autorizado para tal, o que talvez seja o caso. Pesquisado

Por 'Pesquisador' em Elineusa - Por que ela saiu da Comunidade? em 10/06/11

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ana Carolina - Por que ela saiu da Comunidade?


Querida família e amigos, estou feliz pela oportunidade de lhes contar o porquê da minha decisão de sair da comunidade junto com os meus pais. 
Para mim, tudo começou quando a liderança americana tomou frente da comunidade VV e humilhou de uma forma tão terrível aqueles que deram suas vidas pelo povo durante anos. Isso me incomodou muito. Naquela semana dos piores confrontos, a filha da líder principal da comunidade dos EUA, juntamente com a minha tia PR, levaram-me para o gabinete e começaram a “sessão” de confrontos para que eu confessasse meus pecados, pois segundo elas, eu não vivia de acordo com os padrões da comunidade americana.
Fui passar um tempo nos EUA para receber ajuda como eles orientaram, e lá comecei a perceber a gravidade da coisa. Fui jogada no chão, tive minha cabeça apertada contra a parede, apanhei algumas vezes, (em uma dessas vezes em particular, a filha da líder americana falou comigo que tinha a permissão da minha mãe para me dar vara, mas no final de tudo, quando fui falar com a minha mãe, isso não era verdade), recebi muitos gritos. Mas o que mais me incomodava, era a falta de liberdade para perguntar e questionar. Eles me ensinavam que eu precisava ‘ir atrás da verdade’ mas quando o fazia, era acusada de estar em rebeldia, ou não recebia uma resposta satisfatória alegando que não era da minha conta saber.
Passei 5 meses difíceis nos EUA, fui ameaçada de ser levada para o hospício, de ir para o inferno, de ser acometida por uma doença grave. Isso tudo me amedrontava tanto, e fazia com que eu, mesmo não concordando com nada, obedecesse aos lideres e fizesse qualquer coisa que eles mandassem.
No fundo do meu coração eu não cria na maneira com a qual eles corrigiam as pessoas, mas fui ameaçada de que se eu não tratasse com as pessoas da ‘maneira de Deus’, segundo a líder americana falava, eu não voltaria para o Brasil.
Me disseram também que eu seria privada de ver meus pais, minha irmã que era bem pequena na época, meus tios e primos do Brasil. Isso tudo me feria demais por dentro, era como se cada dia arrancassem um pedaço de mim. Eu buscava oportunidades de contar essas coisas aos meus pais, mas minhas ligações por telefone com eles, sempre contavam com alguém da comunidade por perto.
Eu sempre orava para que Deus me mostrasse o que estava de errado comigo, porque apesar de ter sido elevada lá dentro, eu me sentia totalmente vazia e infeliz por dentro.
Voltei ao Brasil, passei um tempo aqui. Nesse período, era exigido de mim um contato diário com o pessoal da comunidade americana, os líderes falaram para mim que meus pais não tinham condições de cuidar da minha vida espiritual, e eu era constantemente ameaçada de que se eu não andasse aqui no Brasil como eles me ensinaram lá, levariam-me embora daqui sem data de volta.
Eu tenho certeza que fiz a coisa certa em acompanhar meus pais, porque estava presente quando contaram à filha do Eduardo, que seu pai tinha sido expulso da comunidade. Presenciei a maneira com a qual eles conduziram a notícia, tentando mostrar que o Eduardo estava decidido a abandonar a Deus e a seus filhos.

Isso abalou demais a minha fé e confiança nos líderes. Voltei ao Brasil e percebi que a coisa estava ficando cada vez pior. Quando os meus pais começaram a questionar os erros, os líderes começaram o mesmo trabalho que fizeram com os filhos de Eduardo e Marco, comigo também. Começaram a querer inculcar em mim, de forma sutil, que se acontecesse de os meus pais deixarem a comunidade, eu não deveria segui-los, pois iria para o inferno junto com eles se deixasse a comunidade.
Com essa confusão de filhos contra pais, incoerências nas correções, manipulação dos jovens fui acometida de um sentimento desesperador de que eu iria enlouquecer no meio daquilo tudo e sabia que não era aquela vida que Deus tinha para mim. Comecei a orar como nunca até que resolvi conversar com o meu pai de tudo o que estava me incomodando e machucando, foi quando fiquei sabendo que ele tinha enviado vários questionamentos à líder americana e estava aguardando resposta.

Os dois meses que passei na escola depois que saí da comunidade foram horríveis. A versão, que contaram para os meus colegas com os quais convivi todos os meus anos de escola não é verdadeira. De um dia para o outro, eu entrei na sala de aula e ninguém mais olhava no meu rosto. Sofri muita discriminação, vindas das pessoas que mais me amavam, e nunca tive direito de me defender e contar a minha versão da minha saída.

Ao contrário do que eles disseram, eu não saí por causa de faculdade, não sai por causa de namorado, não saí por causa de música. Eu saí por não mais poder ir contra convicções da Palavra de Deus que foram inculcadas em meu coração desde criança. Eu saí por não aguentar mais viver uma fachada, ser quem os líderes queriam que eu fosse, e não a legítima Ana Carolina que nasci para ser. Eu saí pelo desejo de cumprir o primeiro mandamento com promessa, que é honrar pai e mãe. Eu saí pelo desejo de impactar um mundo que não se resume a um grupo tão pequeno dentro de 4 paredes.
Não posso deixar de expressar aqui o meu amor pela minha avó. Sempre tive um ótimo relacionamento com ela, como neta mais velha. Nunca imaginei que seria proibida de vê-la algum dia. Tem quase 2 anos que ela não dirige nenhuma palavra a mim, minha irmã Laura e minha mãe.
Meus colegas de escola, meu amor por vocês sempre foi sincero. Eu não traí e abandonei vocês como os líderes lhes disseram. As coisas não precisavam ter acontecido da forma que aconteceram se eu pelo menos tivesse tido a oportunidade lhes contar o que estava se passando em meu coração e quais eram as minhas convicções. Ouvi dizer que vocês se alegraram porque eu não fui à formatura. No ultimo dia de aula, não me foi permitido nem entrar na sala de aula. 
Não é normal que tal frieza tome conta de seus corações para com alguém que esteve dia a dia com vocês por 17 anos.
Apesar de tudo, amo vcs!
 
 Por: Ana Carolina Moreira

Ana Carolina está hoje com 19 anos. É estudante do curso de Direito. Atua no Ministério de Louvor do Seminário Teológico Carisma, onde está também prestes a ingressar em seu segundo ano do curso de Teologia. É integrante no Projeto Fogo no Altar, do Ministério Gideões 24H, com seus pais, ministrando em todo o país.

Equipe do Blog Verdades Não Ditas