quinta-feira, 2 de junho de 2011

Rogério Moreira - Por que ele saiu da Comunidade?



Meus irmãos queridos, finalmente vou ter a oportunidade de falar o verdadeiro motivo pelo qual me desliguei da comunidade. Foi uma grande decepção, pois conseguiram de forma desleal me colocar como um verdadeiro inimigo de Deus para vocês aí dentro.

Tudo começou com a intervenção da liderança do outro país. Foi uma imposição cruel, a forma como tudo foi conduzido, foi uma verdadeira covardia com a liderança e alguns membros da comunidade. Entretanto, esperávamos que as coisas pudessem melhorar, pois críamos na misericórdia do Senhor.
 
As coisas foram tomando um rumo ainda mais grave depois da expulsão anti-bíblica do Pr. Eduardo, pois não foram observados os princípios da Palavra de Deus para que se expulsasse um presbítero. Em seguida comecei a ficar assustado com o processo de separação dos filhos do Casal Eduardo e Érica. Como se não bastasse esta situação, mais um pastor foi expulso, Marco Faleiro. O processo de separação das filhas desse pai, também me assustou. Darei maiores detalhes nos próximos dias.

Um belo dia mandei um e-mail para a liderança do outro país, questionando a situação da separação dos filhos e o modo como esta situação estava sendo conduzida. Questionei também a doutrina de Rm 16:17. O resultado deste e-mail foi devastador, a filha da líder principal da comunidade do outro país veio para o Brasil, ninguém aqui da comunidade sabia de sua vinda, somente o líder da comunidade do Brasil.

Encurtando a história, tivemos várias reuniões, eu, Alexandra, Joãozinho, Tânia, Ricardo, Ana Paula, a esposa do líder do Brasil, o líder do Brasil e a filha da líder principal da comunidade dos EUA.
Tentamos estabelecer uma discussão sadia, a nível teológico. Eu queria que fosse mostrado para mim biblicamente a resposta de algumas perguntas, pois se eu estivesse errado, logicamente que me arrependeria e ficaria em paz dentro da comunidade. Entretanto, minhas perguntas não foram respondidas.
 
Quais eram os questionamentos?
Ex: Por que eles criam que somente a comunidade seria salva?
Por que não tínhamos comunhão com outros irmãos de outras igrejas?
Por que outros pastores eram considerados como ministros falsos e religiosos?
Por que tudo nas outras igrejas é profano?
Por que tínhamos que ficar defendendo nossa comunidade e o nome dos líderes de nossa comunidade, pois se o próprio Jesus nunca se preocupou em defender a si mesmo?
Por que os filhos não podem ter convívio com os pais?
Por que denegrir a imagem daqueles que estavam saindo?
Por que permitir que os filhos fossem a frente da comunidade para falar mal dos pais?

E outras coisas sérias doutrinariamente, as quais não tenho coragem de expor publicamente.

Não nos foi dada nenhuma resposta biblicamente correta, simplesmente interpretações isoladas, fora do real contexto bíblico. A Palavra de Deus não é de livre interpretação, existem padrões da hermenêutica, os quais devemos seguir para interpretá-la corretamente.
Dessa forma, seria uma agressão contra a minha experiência pessoal com Deus e minha consciência diante da Palavra de Deus, se eu ficasse compactuando com ensinamentos e práticas das quais não podia ver dentro das Escrituras. Então, como não tivemos respostas respaldadas pelas Escrituras, tivemos que tomar a triste decisão de não mais fazermos parte da comunidade.

Enviei uma carta para que fosse lida no púlpito para todos vocês, a qual tenho notícia de que nunca fora lida. Depois disso começou o processo de difamação e inverdades, do qual vou falar nas próximas postagens.
Sei que foi falado que abandonei a igreja porque estava com medo de perder minha OAB, sei que fomos taxados de Judas, covardes, impuros etc. E o pior de tudo é que nunca tive a oportunidade de me defender perante aqueles que sempre me amaram e me respeitaram como filho de Deus. Muitos me procuraram, pelo telefone, nas ruas, no meu escritório, e infelizmente todos eles foram pressionados e tiveram que mentir dizendo que fui eu quem os procurei.
 
É uma pena toda esta situação, conseguiram nos afastar de todos nossos amigos e parentes.
Não precisava ser dessa forma, qualquer igreja sadia entra e sai pessoas, e as amizades continuam, bem como o sentimento fraternal entre irmãos em Cristo, e nem se cogita sobre separação familiar por causa de mudança de congregação.

Gostaria de todos ficassem cientes de uma coisa: Não tenho outro intuito a não ser o de falar a verdade e contribuir para que nossos parentes e amigos retornem ao convívio normal.   Não quero tirar ninguém da comunidade, todos são livres para fazer o que quiserem, o que não posso permitir é que ocultem verdades sobre minha família e os motivos verdadeiros de nossa saída. Porque tudo isto?
Amo todos vocês!


Por: Rogério Moreira

Rogério Moreira continua advogando, é pastor no Ministério Gideões 24H, professor do curso de Teologia na Escola dos Gideões e atua no Projeto Fogo no Altar, levando a mensagem da Volta de Jesus por todo o Brasil, junto com sua esposa Alexandra e filhas.
Equipe do Blog Verdades Não Ditas

Eduardo Gonzaga - Por que ele saiu da Comunidade?


Há tanta coisa para se dizer, contudo, para mim, esse assunto é imensamente doloroso de ser recordado. Logo, lancei mão de algumas anotações, que eu fazia naquele período para que eu não me esquecesse mais tarde. Minha cabeça, naquela época, estava em total “parafuso”, pois, não conseguia acreditar que as pessoas que eu tanto convivi, e que achava que as conhecia pudessem fazer o que estavam fazendo.

Quantas vezes, chegava ao meu conhecimento casos ditos, a meu respeito, nas reuniões abertas, na frente de todos os membros e muitas vezes dos meus próprios filhos, bem como em reuniões fechadas, casos estes, que eu nem sabia que estavam acontecendo. Cada vez colocando mais ódio no povo contra mim. Quando tentei conversar com alguns membros, que, por acaso encontrei, o que recebi foram atitudes dolorosamente cruéis, em alguns casos, expressadas pelo total desprezo e outras, com violências verbais e uma vez, quase que física. Ninguém queria me ouvir, em seus corações eu já estava, sumariamente, julgado, condenado e executado.

Então, vamos lá:

Em 28-01-2009 – Aconteceu a minha expulsão por que não queria continuar trabalhando na escola. Na verdade eles começaram a ver que eu “não estava submisso” como deveria.

Então, naquela tarde, me foi perguntado se eu ainda tinha no coração o desejo de trabalhar fora e não continuar sendo um pastor na escola. E depois da minha resposta afirmativa, foi-me dito, aos berros, que eu era um “mercenário e ingrato e que estava expulso para servir meus deuses”.

E eu lhes disse que isso não era verdade e que estavam cometendo um grande erro com alguém que sempre deu a vida por esse ministério. Pois, além de exercer todas as funções pertinentes ao ofício pastoral (ensino, pregação, noites em claro em hospitais, etc.) como professor de história, na escola da igreja, trabalhei exaustivamente, por anos (fins de semana, madrugadas, etc.) produzindo todo o material didático usado no ensino fundamental em forma de apostilas. Material que doei, de bom coração, para a escola, sem receber nenhum centavo extra, pois, foi uma decisão voluntária, em prol da igreja e escola que sempre amei.

Também lhes disse que não era ingrato, pelo contrário, era grato por tudo que sempre fizeram por mim em todos esses anos, inclusive pelo carro, que a igreja havia comprado (6 meses antes) para que eu pudesse usar no ministério pastoral. Nunca reclamei de nada, sempre agradeci por tudo.

Em 30-01 – Érica também foi expulsa porque foi acusada de tentar defender minha causa.

Uma semana depois, minha mãe foi expulsa porque já havia” atacado” a igreja (em casa ela dizia que não conseguia ver na Bíblia, várias doutrinas e normas da igreja).

 Em 01-02 – anunciaram na igreja que eu, Érica e Marco Faleiro havíamos sido removidos da igreja por que estávamos atacando e que de acordo com ICo 5, quem ataca tem que ser marcado e removido. Falou para ninguém nos procurar e se alguém quisesse saber algo mais que deveriam procurar o pastor principal JDM. Juliana nos disse que procurou o pastor principal para saber o razão e ele respondeu: o deus da JW, o meu deus e o seu deus tem uma vontade para o Eduardo, mas ele está querendo seguir os seus próprios deuses...

08-02 – Pastor principal procurou meu cunhado Osmany e disse que eu tinha um chamado para ser pastor e que não queria obedecer a Deus nesse chamado e que estavam me dando um susto para que eu voltasse paraa “vontade de Deus”.

Em 11-02 – visita do Pastor principal e um líder da sede fora do Brasil, empresário RF em minha casa. Nessa ocasião eu lhes disse que, biblicamente, quem guia o crente é o Espírito Santo e que a JW e eles estavam controlando a vida das pessoas.

Em 12-02 – telefonema do Pastor principal JM para mim. Ele me disse que a Líder principal da sede fora do Brasil falou que eu poderia procurar trabalho e que só conversasse com as pessoas assuntos que ministrassem paz. Era muito estranho, pois eu já havia sido expulso e, mesmo assim, ela queria continuar controlando minha vida.

Em 21-02 – Érica recebeu telefonema do JDM dizendo que a Líder principal da sede fora do Brasil falou que ela poderia se retratar e voltar para a igreja, pois no mesmo dia, Érica dissera que se arrependera de ter tentado me ajudar...

Em 02-03 – telefonema do pastor principal querendo saber se falei com alguém que nossa igreja era uma seita. Nesse
dia lhe falei claramente que não era bíblico gritar com as pessoas (especialmente com as crianças) e nem agredir fisicamente. Ele tentou argumentar mas, eu não aceitei seus argumentos e lhe falei que ele estava perdendo o chamado de Deus em sua vida ao se desviar constantemente das escrituras e usar textos isolados para defender doutrinas estranhas...

Em 08-03 – conversa com os meus filhos na casa da LH e do SL. Um dos dias mais difíceis de toda a minha vida.

Em 17-03 - De manhã, Érica tentou falar com nossos filhos, LH disse que eles não podiam falar naquela hora e que depois eles iriam ligar. Isso também nunca aconteceu...

De tarde, fui procurado, em minha casa, pelo JDM, BC(Filha da líder da sede nos EUA) e PR (vindas dos EUA) e me disseram que, dois dias antes (domingo - 15 de março), no encerramento de um seminário onde estavam reunidos quase toda a igreja e membros da igreja nos EUA, foi anunciado publicamente que eu havia sido removido porque provocava divisão na Igreja.

Ao ouvir isso, fiquei atônito, e lhes falei que estava disposto a conversar, juntamente com líderes da igreja, com cada irmão e me prontificava a me arrepender e retratar com cada pessoa que sentiu que eu lhes disse alguma coisa que pudesse desviá-los das verdades bíblicas e cristãs. A filha da líder principal da sede fora do Brasil respondeu que iriam orar a esse respeito... nunca tive resposta!

Ainda, falei a respeito de bater nas pessoas e que Jesus nunca havia ensinado isso. Era o caso dos tapas no rosto de MDM e dos sucessivos empurrões, que havia sofrido em novembro de 2008, nos EUA, onde eu estava presente... Eles disseram que eu deveria ler minha bíblia e citaram o caso de Jesus expulsando os cambistas e JDM disse a respeito de Neemias, que arrancou a barba do povo... nem respondi. Disseram que avisaram na reunião de domingo, em São Paulo, que eu havia sido removido porque provocava divisão na Igreja. Não consegui acreditar em tanta mentira e crueldade.

Em 23- 04 - Encontramos com meu filho na rua. Minha esposa e eu estávamos de carro e ele a pé do outro lado da rua, juntos com outros membros da igreja. Eu lhe disse: “meu filho, que saudades”! Então, depois de uma pequena hesitação, ele veio até o carro e gastou alguns segundos conosco e voltou para o grupo. Uma pessoa, secretamente, contou para minha esposa que naquela mesma noite, ele recebeu oração (gritos estridentes –“guerra espiritual”) por horas, para “quebrar o poder demoníaco” em sua mente depois do encontrou conosco naquela tarde. Minha esposa ficou arrasada.

Naquela mesma noite, meu sobrinho (16 anos), que morava comigo, disse para a minha mãe que eu sou um sedutor e que ele não vai se deixar ser seduzido e, também, que a vovó e eu estávamos fora da vontade de Deus, ao sairmos da igreja que “Deus nos havia plantado”. Depois de anos de boa convivência, nos últimos meses, ele nos tratava como verdadeiros inimigos. Era simplesmente angustiante. Parecia um hospício.

Curiosidade: quando minha mãe tentava falar com meu sobrinho algo que ele não queria ouvir, ele lhe dizia: não quero ouvir os seus demônios! E não há diálogo. Algumas vezes, ele repetia, sem parar, a mesma frase até ela desistir.

Em 24-07 – Vimos nossos filhos pela última vez, juntamente com vários pastores do CONSELHO DE PASTORES DE MINAS GERAIS. Abraçamo-nos e choramos muito e eu disse que estava disposto a fazer qualquer coisa para estar com eles. Ficamos de conversar novamente. Dias depois, eles foram enviados rapidamente para os EUA.

Em 09-08 – Nossos filhos nos ligaram da igreja da JW nos EUA, e disseram para não os procurar nunca mais, a não ser que nos submetêssemos à ela. Não consigo expressar a dor que sentimos naquele domingo de manhã, que era dia dos pais.

De fevereiro a agosto de 2009, o pastor Jorge Linhares – presidente do Conselho de Pastores de Minas Gerais - realizou 6 reuniões com JDM e a liderança do VV. Nessas reuniões ele tentou exaustivamente uma reconciliação e, inclusive, lhes falou que eu estava disposto a retratar qualquer dano que houvesse causado à fé de algum membro do VV. Contudo, em todos esses encontros não houve, de acordo com o Pr. Jorge Linhares, nenhuma boa vontade do JDM.

Tudo isso caracteriza a má fé que eles têm demonstrado contra mim, minha família e outras famílias que estão sofrendo com todo aquele fanatismo.

Depois desses 6 meses de espera, de várias tentativas, de um indescritível e constante sofrimento, concordamos com autoridades e pastores evangélicos para procurar a Comissão de Direitos Humanos da ALMG e pedir ajuda para nós e para outras famílias. Nessa época eles chamaram a mídia e começaram a acontecer as reportagens nos canais de TV, rádio, jornais impressos e internet.

Por fim, declaro que o que eu mais quero é voltar a ter contato com meus filhos, e, que também estou com o coração aberto para perdoar cada um dos membros do VV, inclusive os líderes principais pela destruição física, mental e profissional da minha vida e de minha esposa.

Por: Eduardo Gonzaga


Eduardo Gonzaga e sua esposa, hoje estão lutando para terem uma vida normal. Para superar todo este massacre, Eduardo tem recebido diversos convites para pregar no Brasil e no exterior. Erica trabalha na Assembléia Legislativa e tenta superar o choque emocional que se arrasta por quase 3 anos. Todas as tentativas de terem contato com os fihos foram fracassadas durante este perido.

Equipe do Blog Verdades Não Ditas